Publicado em 20/12/2009

A Universidade Federal de Uberlândia (UFU), em parceria com a Organização para a Proteção Ambiental (OPA), realizou na última sexta-feira, 11 de dezembro, o I Fórum de Educomunicação, Meio Ambiente e Cidadania. Mais de 130 pessoas participaram do evento, incluindo alunos dos cursos de Comunicação Social – Jornalismo, Biologia e Pedagogia da UFU.
Além da palestra e da mesa redonda, o evento foi marcado pelo lançamento do Programa de Extensão Meios, que visa dar continuidade ao Projeto Jogo Limpo e promover ações que despertem a consciência crítica dos indivíduos, através de um curso de capacitação para multiplicadores e um programa de TV.
Para tratar da Educomunicação, tema em constante discussão, o Fórum contou com a presença do Prof. Ismar Soares, doutor pela Universidade de São Paulo em Ciências da Comunicação e autoridade acerca do tema. O professor tratou do tema Educomunicação Ambiental como um desafio a ser enfrentado e destacou que esta área já é muito promissora, e ganha mais importância com a implantação do curso de licenciatura na USP, com duração de quatro anos.
O palestrante ainda discorreu sobre como a inter-relação entre comunicação e educação pode transformar realidades sociais e exemplificou com seu projeto: o Educom.rádio, pelo qual já passaram mais de 2.500 adolescentes da cidade de São Paulo. Ele ainda falou sobre a relação de dependência entre universidade e mercado e como um pode interferir positivamente no outro.
Logo após a palestra, houve uma mesa redonda, com o professor Ismar, Lilian Lindoso, graduada em Jornalismo e especialista em Comunicação e Meio Ambiente, Cleber Ferreira, graduado e especializado em Matemática, e Leila Ferreira, graduada em Psicologia e Pedagogia e especialista em Filosofia e Sociologia. Algumas pessoas fizeram perguntas e comentários, surpresas por ainda não conhecerem o tema “Educomunicação”.
Lilian contou um pouco de sua experiência no estado do Tocantins, falou sobre a Educomunicação nas unidades de preservação e estabeleceu diferenças entre conservação e desenvolvimento. Embasada em suas experiências no norte do país, ela observou que a comunicação é fundamental e garante uma ampla visibilidade à educação ambiental.